terça-feira, 1 de setembro de 2009

ÉBRIOS

ÉBRIOS

Inúmeras paisagens inebriantes
Dançam aos olhos dos viajantes
Seus olhos não podendo conter-se
Nas órbitas, passeiam, voam

Por vielas de prazer infindo
Orgias, fantasias, delírios.
Sonhos, pesadelos, desvios.
Ravinas de esperanças mortas

Oásis de águas doces
E noites de céus constelados
Onde as estrelas em seu bailado
Beijam as palmeiras gigantes

Seus corpos febris e ardentes
Reclamam carícias sem fim
Como se desejassem possuir
Todas as flores do jardim

Num longo suspiro sorver
A essência da vida eterna
Em sua languidez mórbida
Deseja tudo sentir, sorver.

Não conhecem o respeito
As trevas os seduzem
Para os abismos profundos
Onde reflexos falsos reluzem

Iludindo-os, assediando-lhes.
A alma adormecida e esquecida
Embriagados das seivas do vício
Vagueiam nas dimensões perdidas

Viajando sem sair do lugar
Esquecidos da verdade doce
Que os faria caminhar ao infinito
Ficam presos na falsa luz do luar

As feudo jóias da inveja e da cobiça
Paralisaram os sentidos reais
As flechas da luxúria e do orgulho
Feriram profundamente o arbítrio

Em desarmonia com sua essência
Desequilibrados, loucos, desesperados.
Tentam se erguer, mas logo são empurrados.
Pelos verdugos implacáveis

Alimentados por suas culpas
E atos impensados do pretérito
No minuto final de suas forças
Quando sentem que perderam a luta

Pedem socorro, com a garganta seca.
Sedentos da água cristalina
Que desce do infinito rio
Da misericórdia divina.

E assim lentamente, gota a gota.
Vão matando sua sede
Suas almas despertando
Para a os primeiros raios deluz

da Realidade Maior.

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