sexta-feira, 9 de abril de 2010

A PEQUENA BAILARINA

A pequena bailarina




No abrir e fechar de suas asas,

Onde o vento brincava,

Delicadamente em imperceptíveis

E quase invisíveis lufadas,



Ela veio me saudar com seus gestos,

Soltando incontáveis reflexos coloridos,

Iluminando recantos escondidos,

Onde meus gritos jaziam oprimidos.



Nos trejeitos de seu corpo brilhante

Pude compreender a beleza fascinante

Dos que se entregam fiéis e amantes

A existência em sua plenitude.



Ao fim do mimoso bailado,

Sorriu com suas asas de fada

E voou para uma rosa em botão

Tocando delicadamente meu coração.



A passagem da pequena borboleta

Para longe de minha paisagem

Fez-me ver a vida como a pirueta

Louca das asas do tempo.



Voamos depressa demais contra o vento,

Quando podemos sentir e existir,

De uma forma menos egoísta,

Sem perder o amor de vista.

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